Recolhi as fendas do tempo,
Encontrando um riso perdido no vento,
Configurando uma luz num caminho em desbotamento,
Que carregava a poeira de meu alento.
Quando é que vais voltar?
Temo que a tragédia não venha a acabar...
De que forma aprecio eu a vida sem você?
Onde estão os braços em que posso me recolher,
Cadê a festa que juramos fazer?
Se o teu heroísmo, dizem, na guerra ser
Discordo e rogo para que te façam crer:
Uma promessa de eterna companhia
Não poderias me conceder.
Ainda espero, e nos cabides deixo seu terno,
Cuidado diário do retorno eterno,
Folheando as primeiras juras que escrevestes em um velho caderno,
Este agora tão inundado da vida seca em que me pego.
Sem o café na tua boca que eu saboreava de perto,
Sem parques com jardins cheios de flores ou céus abertos...
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